quarta-feira, 3 de novembro de 2010

VENUS - MUNDO G - PERSONAGENS GLS NOS GAMES VEJA O TOP 7



Se a liberdade sexual ainda é um tema incompreendido por grande parte da sociedade – basta ler as acusações entre candidatos sobre o casamento entre indivíduos do mesmo sexo – nos games a regra é o "liberô geral", pelos menos na cabeça das equipes de desenvolvimento.

Apesar das tentativas de produzir games com personalidades heterogêneas, as idéias 'avançadas' nem sempre eram bem aceitas e a censura comia solta, no bom sentido.

Pensando nesses personagens que deixaram os videogames coloridos como um arco-íris, o Venus preparou uma galeria que 'abalou o Bangu' e resolveu ‘sair do armário’. E se você é revoltadinho e quer quebrar a cara do nosso redator, saiba que isso é pura falta de amor! Relaxe e celebre a diversidade.


Armário 1: Birdo Primeira Aparição: Super Mario Bros. 2

Não se engane apesar da cor rosa e do lacinho na cabeça, Birdo é um transexual. E a notícia de suas escolhas de vida diferenciada se espalhou pelo Reino dos Cogumelos como água do mar após tsunami. Resultado: o pobre bicho foi obrigado a esconder sua real sexualidade e dar uma de mulher. Na época de “Super Mario Bros. 2”, a Nintendo alegou que alteração foi devido ao conservadorismo que permeava a famosa sociedade dos fungos... Aham, senta lá Cláudia! 
 

Armário 2: Ash Primeira Aparição: Streets of Rage III

Enquanto a Nintendo representava os “valores familiares”, colocando entre os critérios para licenciar um game para o seu sistema a sexualidade, a Sega era ‘terra de ninguém’. Os jogos sempre chegavam com sangue, violência e temas polêmicos sem muitas restrições. A coisa mudou com chefão Ash, do “Streets of Rage III”, um marombado ao estilo Village People. Para o jogo chegar aos EUA sem polêmicas, o bofe foi retirado da fase! Porém, existem soluções pra tudo e ele ainda pode ser acessado por cheat.
 

Armário 3: Poison Primeira aparição: Final Fight

Se em outros casos, os personagens desapareceram ou foram modificados para não causar polêmicas quanto à sexualidade, o caso da Poison é exatamente o oposto. Para evitar problemas na receptividade do público americano, os produtores de “Final Fight” disseram que a personagem se tratava de um travesti. Pensaram eles que assim tudo ficaria bem e ninguém os processaria por ‘incentivar a violência contra as mulheres’. O tiro saiu pela culatra e a Nintendo considerou inaceitável ter uma Poison transexual na conversão do game... 
 

Armário 4: Rain Qin Primeira aparição: Fear Effect 2 Retro Helix

Em 2001 os games já estavam mais maduros, abordando histórias mais ardilosas e permitindo ao jogador fumar um cigarrinho no controle de Solid Snake. Outro game, “Fear Factory 2”, colocou no palco uma protagonista declaradamente lésbica: Rain Qin. Para deixar as coisas mais enigmáticas, a relação da personagem com a outra protagonista, Hana Tsu Vachel, mexe com a imaginação de muitos jogadores...
 

Armário 5: Beijo de Persephone em Niobe Primeira (e única) aparição: Enter the Matrix

Em uma cena do game “Enter the Matrix” a protagonista Niobe (Jada Pinkett-Smith) precisa passar por Persephone (Monica Bellucci) para prosseguir. As condições: que Niobe a beijasse como se fosse a pessoa amada. Após uma primeira tentativa enojada, a parceira de Ghost (Anthony Wong) beija a Persephone novamente! Para quem viu a trilogia, vai se lembrar de uma cena parecidíssima com o Neo (Keanu Reeves). 
 

Armário 6: Gay Tony Primeira aparição: Episodes of Liberty City: The Ballad of Gay

TonyEmpreendedor das noites de Liberty City, Anthony Price é poderoso e tem pulso firme para os negócios. Como seu apelido sugere, é gay assumido. Esta talvez foi uma das aparições mais brilhantes de personagens homossexuais em games. A sexualidade de Tony simplesmente serve como pano de fundo, enquanto o personagem tem valores e características marcantes, que independem de suas escolhas pessoais. Tudo a favor de um mundo heterogêneo nos games. 


Armário 7: Cho Aniki Primeira aparição: Cho Aniki

Um mundo florido, onde a beleza do homem é cultuada a cada instante é o que se vê no game “Cho Aniki”, lançado originalmente para o PC Engine em 1992. Visivelmente um tributo à cultura greco-romana da Idade Antiga, as situações do game sempre deixam os irmãos protagonistas em poses homoeróticas. As fases também foram todas inspiradas em cenas dramáticas e contemplação masculina. O lado homossexual está tão implícito quanto no relacionamento entre Alexandre, o Grande e o filósofo Aristóteles.

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